Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) relatam a ausência recorrente de medicamentos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Castanheira, em Marabá. As queixas indicam interrupções no tratamento de pacientes que dependem de medicação contínua, com impacto direto no acompanhamento em saúde mental.
Durante fiscalização realizada por conselheiros municipais de saúde, a coordenadora da unidade, Katiane Chaves, reconheceu que a farmácia do CAPS II não dispõe de medicamentos suficientes e que o desabastecimento ocorre com frequência. A declaração confirma a situação já apontada por usuários atendidos no local.
Segundo a coordenadora, a responsabilidade pelo fornecimento de medicamentos e insumos é da Secretaria Municipal de Saúde, que, conforme relatado, não tem mantido o abastecimento regular da unidade. A falha na reposição compromete o funcionamento do serviço e transfere aos pacientes o ônus da falta de assistência.
A situação levanta questionamentos sobre a gestão do sistema municipal de saúde e a garantia do acesso a tratamentos básicos no âmbito da saúde mental. A ausência de medicamentos em um serviço especializado como o CAPS II evidencia lacunas no planejamento e na execução da política pública.
Katiane Chaves já esteve à frente do Serviço de Assistência Especializada/Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA) de Marabá, onde também houve registros de falta de medicamentos de uso contínuo destinados a pacientes em tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Diante do cenário, cabe aos órgãos de controle e à gestão municipal apresentar esclarecimentos e adotar medidas para assegurar o fornecimento regular de medicamentos, condição indispensável para a continuidade dos tratamentos ofertados pelo SUS. Até o momento, não houve manifestação da Secretaria Municipal de Saúde sobre os apontamentos.