Governador Helder Barbalho suspende cinco pedágios na PA-150 por más condições da rodovia

18 mar

O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou nesta quarta-feira (18) a suspensão imediata da cobrança de pedágio em cinco praças da rodovia PA-150. A medida foi adotada após denúncias de motoristas sobre más condições de trafegabilidade em trechos administrados pela concessionária Rota do Pará.

De acordo com o governo estadual, a decisão foi baseada em relatório técnico elaborado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística, que apontou falhas na manutenção da via, incluindo a presença de buracos e desgaste do pavimento.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o governador afirmou que a inspeção confirmou a precariedade do serviço prestado. “Recebemos diversas denúncias e, após vistoria, foi constatada uma situação precária de falta de manutenção por parte da concessionária”, declarou.

A suspensão atinge as praças de pedágio de números 1 a 5. A praça 1 está localizada entre Nova Ipixuna e Jacundá. As praças 2 e 3 ficam no trecho entre Jacundá e Goianésia do Pará, enquanto as praças 4 e 5 estão situadas entre Goianésia e Tailândia — áreas que, segundo o relatório, apresentam as piores condições de conservação.

Por outro lado, os trechos entre Morada Nova e Nova Ipixuna, além do segmento entre Tailândia e a Alça Viária de Belém, foram considerados em condições adequadas e não foram incluídos na medida.

O governo informou que a cobrança só será retomada após a regularização das condições da rodovia. “Enquanto não houver manutenção adequada, não será permitido cobrar pedágio por um serviço considerado insatisfatório”, afirmou Helder Barbalho.

A concessionária Rota do Pará é responsável pela administração de um complexo rodoviário de 526,2 quilômetros, que inclui trechos das rodovias PA-150, PA-475, PA-252, PA-151, PA-483 e a Alça Viária. O contrato de concessão tem duração de 30 anos.

A cobrança de pedágio teve início em agosto de 2025, com tarifa básica de R$ 12 para veículos de passeio. A empresa é responsável por serviços como manutenção, recuperação, operação e ampliação da capacidade das vias. Segundo o governo, a suspensão tem como objetivo assegurar o cumprimento dessas obrigações contratuais antes da retomada da cobrança.