Polícia Civil pressiona investigado e consegue devolução de criança em Marabá

20 jun

Após 15 dias desaparecido, o menino Gael Costa Rodrigues, de 5 anos, foi devolvido à família nesta sexta-feira (20). O pai da criança, Edivaldo Rodrigues da Silva Junior, apontado pela Polícia Civil como responsável por levá-lo sem autorização da mãe, permanece foragido e é alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, a devolução ocorreu após Edivaldo tomar conhecimento de uma operação montada para localizá-lo e prendê-lo em Aparecida de Goiânia (GO), onde as autoridades haviam identificado seu paradeiro.

A ação era coordenada pela Superintendência Regional de Polícia Civil do Sudeste do Pará. Equipes já estavam em deslocamento para Goiás quando o investigado decidiu entregar a criança por intermédio de seu advogado.

Gael foi conduzido à Superintendência Regional de Polícia Civil, em Marabá, e deverá permanecer sob os cuidados dos avós maternos até o reencontro com a mãe, Angra Costa Bonfim, que acompanhava as diligências realizadas fora do estado.

O mandado de prisão preventiva contra Edivaldo foi expedido em 19 de junho pelo juiz Alexandre Hiroshi Arakaki, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Marabá. A decisão tem como fundamento a garantia da ordem pública e o cumprimento de medidas protetivas de urgência anteriormente concedidas em favor da mãe da criança.

Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como uma forma de violência psicológica contra a mulher. Em entrevista ao Correio de Carajás, o superintendente regional Antônio Mororó afirmou que o entendimento das autoridades é de que a retirada da criança ocorreu com o objetivo de atingir a ex-companheira.

Conforme o delegado, a investigação aponta que Edivaldo teria levado o filho após tomar conhecimento de que Angra mantinha um novo relacionamento. Durante o período em que permaneceu com o pai, Gael também teve o cabelo cortado. Para a Polícia Civil, a mudança teria sido uma tentativa de dificultar sua identificação.

As autoridades ainda apuram se familiares do investigado contribuíram para ocultar seu paradeiro em Goiás. Até o momento, não há confirmação sobre eventual participação de terceiros.

Mesmo após a devolução da criança, Edivaldo não se apresentou às autoridades e continua sendo considerado foragido da Justiça.

O desaparecimento de Gael foi registrado após o pai buscá-lo no dia 4 de junho, alegando que passaria alguns dias com o filho. A criança deveria ter retornado ao convívio da mãe em 6 de junho, o que não ocorreu. Desde então, familiares acionaram as autoridades e iniciaram uma mobilização para localizar o menino.

A mãe já possuía medida protetiva de urgência contra Edivaldo, com restrições de contato e aproximação. Durante o período em que permaneceu afastado da família materna, Gael também deixou de frequentar as aulas. O caso foi acompanhado pelo Conselho Tutelar do Núcleo Cidade Nova e pelas forças de segurança responsáveis pela investigação.