Lembra dele? “Coordenador” de Andréia Siqueira e Chicão, João Vitor afasta lideranças e atrapalha planos de políticos em Marabá

17 jun

A atuação incômoda de um rapaz chamado João Vitor nos bastidores da política de Marabá tem sido alvo de questionamentos, críticas e comentários de diferentes setores da sociedade e de grupos ligados à militância política, social e acadêmica no município.

Candidato ao cargo de vereador nas eleições municipais de 2024 pelo PDT, João Vitor obteve 21 votos. Apesar do frustrante resultado eleitoral, ele tem se apresentado como suposto articulador político e de agendas da deputada federal Andréia Siqueira e do deputado estadual Chicão, o que tem prejudicado as pré-campanhas e afastado lideranças desses políticos na cidade, que não querem ser vistos e confundidos no mesmo grupo que João Vitor.

Em 2025, um episódio envolvendo a ativista LGBT+ Raytha Solares ganhou repercussão nas redes sociais. Vídeos que circularam na internet registraram um desentendimento entre os dois, gerando manifestações de apoio à ativista e críticas à conduta de João Vitor, que humilhou e ofendeu a pessoa de Raytha e a trajetória da mulher transexual. Assista ao vídeo abaixo:

O nome dele também esteve envolvido em controvérsias no ambiente acadêmico. Estudantes de uma instituição de ensino superior privada do município chegaram a organizar um abaixo-assinado questionando sua permanência no curso de Direito. O caso gerou debates e repercussão entre alunos e membros da comunidade acadêmica, pois a direção acadêmica descobriu que João Vitor estava frequentando as aulas mesmo sem ter concluído o ensino médio, requisito obrigatório para cursar uma graduação.

Além disso, João Vitor foi alvo de moções de repúdio durante a Conferência Estadual LGBT+ do Pará, após ofender delegados do evento, notadamente pessoas da comunidade LGBT+, especialmente transexuais. Críticos afirmam que episódios sucessivos têm provocado desgaste político e dificuldades de relacionamento com lideranças locais. Em um podcast, após a publicação desta matéria, João Vitor negou que não tenha concluído o ensino médio e que tenha sofrido repúdio na Conferência Estadual LGBT+.