A delegada da Polícia Civil de São Paulo Layla Lima Ayub, que atuou como advogada em Marabá, no sudeste do Pará, deixou a prisão após cerca de oito meses detida por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça determinou sua soltura no último dia 18, após entender que ela poderá responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, Layla é investigada por suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais. A investigação também apura sua relação com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado pelas autoridades como uma das lideranças do PCC na região Norte.
O caso ganhou repercussão depois que Jardel apareceu na cerimônia de posse de Layla como delegada, em dezembro de 2025, em São Paulo. Na época, ele estava em liberdade condicional. Os dois foram fotografados juntos durante o evento.
A ligação com Marabá também entrou na investigação. Antes de assumir o cargo, Layla atuava como advogada criminalista na cidade. Mesmo após a posse, ela teria participado de uma audiência de custódia no Pará, defendendo quatro investigados por tráfico de drogas e associação criminosa.
Jardel também já havia sido preso em Marabá, em 2023, por envolvimento com o tráfico de drogas. Ele nega integrar o PCC.
A defesa da delegada alegou excesso de prazo na prisão preventiva. Após a soltura, o advogado Renato Guimarães Carvalho afirmou que Layla pretende demonstrar sua inocência durante a ação penal.
A decisão não encerra o processo nem representa absolvição. Layla continuará respondendo às acusações em liberdade, enquanto o caso segue na Justiça.