Ex-vereador Ademar de Alencar tenta reaproximar lideranças de Toni Cunha, mas Ítalo e Marcone acumulam descrédito nas articulações

30 abr

O ex-vereador Ademar de Alencar voltou a ser peça central nas articulações políticas recentes em Marabá, justamente por carregar aquilo que hoje falta a outros atores do governo: credibilidade, respeito e trânsito direto com lideranças que ainda têm peso nos bairros e comunidades.

Nos bastidores, o que se observa é uma movimentação clara do grupo do prefeito Toni Cunha para tentar reconstruir pontes com lideranças que foram deixadas de lado após as eleições. E é nesse ponto que Ademar passa a ser utilizado como elo de confiança — alguém capaz de abrir portas que hoje estão fechadas para o núcleo duro da gestão.

O problema é que as articulações são conduzidas por Marcone Leite (chefe de Gabinete) e Ítalo Ipojucan (sogro do prefeito) não têm surtido o efeito esperado. Pelo contrário: acumulam desconfiança. Relatos de lideranças são recorrentes ao apontar reuniões longas, sem objetividade e, principalmente, sem qualquer proposta concreta. A única coisa com que as lideranças saem da sala é com as roupas impregnadas de cigarro. Promete-se muito, mas nada se sustenta fora da sala.

Há quem diga, inclusive, que o padrão se repete: encontros marcados, discursos vazios e ausência total de encaminhamentos reais. O resultado é um desgaste crescente, onde a palavra de Marcone e Ítalo já não encontra respaldo entre aqueles que conhecem o histórico recente dessas promessas não cumpridas.

Nesse cenário, o nome de Ademar de Alencar ganha ainda mais relevância. Diferente dos demais, ele não precisa prometer para ser ouvido. Sua trajetória fala por si, e sua relação com lideranças foi construída ao longo do tempo, com base em compromisso e presença — não em articulações de ocasião.

Enquanto Marcone Leite e Ítalo Ipojucan tentam conduzir uma reaproximação que esbarra na própria falta de credibilidade, Ademar surge como o único capaz de dar algum nível de legitimidade a esse movimento. Ainda assim, o risco é evidente: ser associado a um grupo cuja palavra já não se sustenta.

No fundo, o que está em jogo não é apenas articulação política, mas confiança. E, neste momento, ela parece concentrada em um único nome: o do ex-vereador Ademar de Alencar.