Antes do Direito, da gestão pública e do empreendedorismo, vieram as dificuldades de uma infância simples em Marabá. Foi ainda criança, trabalhando para ajudar dentro de casa, que Magdenberg começou a construir uma trajetória marcada por esforço, estudo e persistência.
Nascido em 1992, filho de nordestinos que chegaram à Amazônia em busca de oportunidades, Magdenberg é o sétimo filho de uma família humilde. Ainda por volta dos 9 ou 10 anos, começou a trabalhar como animador de festas infantis. Vestido de personagem, recebia cerca de R$ 15 por evento.
Depois vieram outros trabalhos. Foi lavador de carros, garçom e ajudava com o pouco que conseguia ganhar. A experiência precoce com o trabalho acabou se tornando uma das marcas de sua formação.
Mas, enquanto ajudava nas despesas de casa, também alimentava outro objetivo: estudar.
Aluno de escola pública, conseguiu uma bolsa para cursar o ensino médio em uma instituição particular. Mais tarde, ingressou no curso de Ciências Sociais, mas percebeu que seu caminho estava em outra área.
Em 2015, iniciou a graduação em Direito. Cinco anos depois, concluiu o curso e conquistou a aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Da vida pública ao empreendedorismo
A relação de Magdenberg com o serviço público começou cedo. Aos 18 anos, passou pelo Detran. Posteriormente, também atuou na Secretaria de Educação e no setor de Urbanismo de Marabá.
Atualmente, exerce função como adjunto da Fundação Cultural do Estado do Pará.
Paralelamente à gestão pública, também construiu espaço no empreendedorismo. Ao lado do sócio Diego Adriano de Araújo Freire, tirou do papel um projeto que ainda nasceu durante a faculdade.
O resultado foi a criação do escritório Teixeira Freire, que hoje mantém atuação em Marabá, Parauapebas e Jacundá, com perspectiva de expansão para outros municípios.
Mesmo com o crescimento profissional, Magdenberg costuma destacar a origem e a importância da família em sua formação, principalmente da mãe, que trabalhou para sustentar e criar os filhos em meio às dificuldades.
Da infância trabalhando em festas e lavando carros ao exercício da advocacia, da gestão pública e do empreendedorismo, a história de Magdenberg é daquelas construídas sem atalhos.
O menino que começou ganhando R$ 15 por festa cresceu, estudou e abriu espaço para sonhar maior sem esquecer de onde veio.