Ex-candidato a vereador que obteve 21 votos rompe com Toni Cunha e Priscila Veloso em Marabá

17 set

João Vitor, ex-candidato a vereador pelo PDT, que nas últimas eleições recebeu apenas 21 votos, decidiu romper com o prefeito Toni Cunha e a vereadora Priscila Veloso em Marabá. A aproximação com Priscila ocorreu após a promessa de integrar seu gabinete (o que não aconteceu), mas o relacionamento político durou apenas enquanto ele ainda tinha serventia para defender a parlamentar nas redes sociais: segundo relatos, ele foi deixado de lado quando as polêmicas envolvendo a vereadora se encerraram.

Quanto ao prefeito Toni Cunha, João Vitor justifica o afastamento pela falta de contrapartidas na gestão. Mesmo após ter publicado nota oficial declarando apoio, não recebeu qualquer cargo ou função na administração, algo que, segundo informações obtidas pela nossa equipe de reportagem, motivou a saída dele da base governista.

A trajetória política de João Vitor na cidade é marcada pela instabilidade: frequentemente se aproxima de políticos em busca de espaços e influência, mas acaba rompendo relações pouco tempo depois, gerando intrigas e desconfiança no meio político local. Apesar de sua atuação ativa e das tentativas de se inserir no cenário político, ele nunca ocupou cargo na cidade, dada sua pouca representatividade eleitoral e inexpressividade.

Autointitulado ativista dos direitos da população LGBT+, João Vitor também enfrentou constrangimentos recentes em eventos públicos, como durante a Conferência Estadual dos Direitos LGBT+ em junho deste ano, quando foi contrariado em um momento que reuniu representantes de todo o estado, por apoiar uma vereadora e um prefeito evangélicos. Sua trajetória em Marabá segue sendo vista por muitos como um esforço constante, mas pouco efetivo, de permanecer no radar político, sempre acompanhado de polêmicas e rompimentos.