A Polícia Militar prendeu, na noite de terça-feira (13), Edinaldo de Oliveira Mendes Júnior, suspeito de iniciar o incêndio de grandes proporções que atingiu a farmácia UltraPopular e a loja de tecidos Fill a Fill, no Núcleo Cidade Nova, em Marabá, sudeste do Pará. O homem foi localizado na Nova Marabá, horas depois do incêndio que provocou prejuízos milionários ao comércio local.
De acordo com o Correio de Carajás, imagens de câmeras de segurança mostram um homem se aproximando de uma lixeira na lateral da farmácia e aparentemente utilizando um isqueiro para incendiar caixas de papelão. Após deixar o local, ele teria retornado para observar o início das chamas.
A captura foi realizada por uma guarnição do 4º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando do sargento Cícero. O suspeito foi conduzido à 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Marabá.
Ao ser questionado por um repórter do Correio de Carajás, Edinaldo admitiu ter colocado fogo nos papelões e afirmou que estava sob efeito de drogas no momento da ocorrência. Segundo a reportagem, ele também utilizava roupas semelhantes às registradas pelas câmeras de segurança.
O incêndio começou por volta das 4h da madrugada de terça-feira, no cruzamento da Avenida Nagib Mutran com a Rua Sol Poente. As chamas se espalharam rapidamente, atingindo os estoques da farmácia e da loja de tecidos.
Segundo informações divulgadas pelo Correio de Carajás, o proprietário da Fill a Fill estimou em cerca de R$ 1 milhão os prejuízos com mercadorias. O incêndio também danificou a rede elétrica e afetou o funcionamento de estabelecimentos próximos.
O combate ao fogo mobilizou dezenas de bombeiros, viaturas especializadas e caminhões-tanque de apoio. Aproximadamente 100 mil litros de água foram utilizados na operação. Apesar da dimensão do incêndio, não houve registro de feridos.
Edinaldo possui antecedentes criminais e, segundo as informações divulgadas, sua última prisão havia ocorrido em 2022.
A Polícia Civil deverá esclarecer as circunstâncias do incêndio, a motivação da conduta e a eventual responsabilidade criminal do suspeito. A perícia também deverá contribuir para determinar a dinâmica de propagação das chamas.