O bolso do paraense vai sentir mais um aumento. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste médio de 6,94% nas tarifas da Equatorial Pará, responsável pelo fornecimento de energia para milhões de consumidores no estado.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (15) e alcança cerca de 3,12 milhões de unidades consumidoras em 228 municípios paraenses.
Para quem consome energia em casa, o aumento será de 6,70%. Já o reajuste médio para consumidores de baixa tensão ficou em 6,66%, enquanto os consumidores de alta tensão terão um impacto maior: 8,09%.
Os novos valores entram em vigor após a publicação da resolução da Aneel no Diário Oficial da União.
Mas por que a conta vai aumentar?
Segundo a Aneel, o reajuste é resultado principalmente do aumento de custos relacionados à compra de energia, encargos do setor elétrico e componentes financeiros considerados no cálculo das tarifas.
Só a compra de energia acrescentou cerca de 3,19 pontos percentuais ao reajuste.
O processo vinha sendo discutido há semanas e chegou a ser adiado durante a análise da diretoria da agência. A Equatorial Pará havia solicitado celeridade para que o reajuste de 2026 fosse analisado.
Do outro lado, o Governo do Pará tentou barrar o aumento. A Procuradoria-Geral do Estado chegou a entrar com uma Ação Civil Pública contra a Aneel e a Equatorial Pará, questionando o processo tarifário e buscando impedir a aplicação de parte do reajuste.
Apesar da tentativa, a diretoria da Aneel decidiu, por unanimidade, homologar as novas tarifas.
Quanto vai aumentar?
Para o consumidor, o que interessa mesmo é quanto isso vai pesar na conta. Os percentuais ficaram assim:
Isso significa que uma conta residencial de R$ 200, considerando apenas como referência a aplicação direta do reajuste de 6,70%, teria um acréscimo de aproximadamente R$ 13,40, passando para cerca de R$ 213,40. O valor efetivamente pago pelo consumidor pode variar conforme consumo, impostos, bandeiras tarifárias e demais componentes da fatura.
E tem mais: setembro já está sob bandeira tarifária amarela, que acrescenta uma cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Ou seja: além do reajuste aprovado pela Aneel, o consumidor paraense ainda precisa lidar com a cobrança adicional da bandeira tarifária.
A Equatorial Pará afirmou que sua atuação no processo busca garantir o cumprimento do contrato de concessão e das regras estabelecidas para o setor elétrico.
A discussão, porém, ainda terá um novo capítulo. Uma eventual diferença referente ao período entre a data originalmente prevista para o reajuste e a homologação das novas tarifas deverá ser analisada no processo tarifário de 2027, com atualização pela Selic.
(Com informações da Aneel)