Chicão amarga rejeição no sudeste do Pará e vê sonho de ir a Brasília desmoronar

6 maio

O presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Chicão (MDB), enfrenta dificuldades para consolidar sua pretensa candidatura a deputado federal nas eleições deste ano. Apesar da estrutura política que possui à frente da Alepa, o parlamentar ainda não conseguiu fazer seu nome ganhar força no sudeste do Pará, especialmente em Marabá, onde lideranças políticas e comunitárias demonstram resistência ao projeto eleitoral.

Nos bastidores da política regional, interlocutores afirmam que o deputado não conseguiu construir pontes sólidas com as bases e enfrenta um problema recorrente: a dificuldade de diálogo. Fontes ouvidas reservadamente relatam que Chicão é visto como uma liderança centralizadora, distante e pouco acessível, perfil que estaria afastando apoios importantes justamente em uma região estratégica para qualquer candidatura proporcional de peso.

A tentativa de viabilizar a candidatura à Câmara Federal ocorre em meio a um cenário de baixa empolgação política em torno do nome do presidente da Alepa. Em Marabá, principal colégio eleitoral do sudeste paraense, aliados admitem que a movimentação do parlamentar segue “fraca” e sem adesão espontânea das lideranças locais. Mesmo com o poder institucional acumulado no comando do Legislativo estadual, Chicão ainda não conseguiu converter influência política em capilaridade eleitoral.

Outro fator que pesa contra o projeto é a percepção de que o deputado esteve ausente das principais pautas regionais nos últimos anos. Enquanto outras lideranças intensificaram presença em agendas populares, municipais e comunitárias, Chicão manteve uma atuação mais restrita aos corredores da política estadual, o que teria dificultado a criação de vínculo direto com o eleitorado do interior.

Ainda assim, pessoas próximas ao parlamentar afirmam que ele continua avaliando a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e deve intensificar agendas no interior nos próximos meses. O desafio, no entanto, será reverter a resistência já instalada e convencer lideranças políticas de uma região que, até o momento, não demonstrou disposição em abraçar seu nome como representante federal.