Vereador é preso em operação contra fraude em seguradoras no Pará

10 fev

O vereador Marcelo Moreira dos Santos (PV), conhecido como Marcelinho Legalizações, foi preso nesta terça-feira (10) durante a operação “Contragolpe”, da Polícia Civil (PC), que ainda prendeu outros cinco suspeitos de integrar organização criminosa especializada em fraudes contra seguradoras de veículos. Entre os presos, um servidor do Departamento de Trânsito do Pará (Detran-PA).

As prisões foram em BelémCastanhalSanta Maria do Pará, além de Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO). A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. O prejuízo causado às seguradoras ultrapassa R$ 4 milhões.

Marcelinho, natural de Mãe do Rio, no nordeste do Pará, também é proprietário de uma empresa que oferece serviços de legalizações de veículos, como transferência de propriedade, emplacamento e mudança de cor.

O g1 tenta contato com a defesa do vereador e também solicitou posicionamento do Detran, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. Ele foi eleito em 2024, em Castanhal, com 1.767 votos.

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFRVA), o grupo criminoso contratava seguros para veículos e, poucos meses depois, registrava falsos boletins de ocorrência alegando furto ou roubo dos carros.

O esquema envolvia pelo menos quatro pessoas em Minas Gerais responsáveis por fraudar documentações, fazer comunicações falsas de crimes, abrir contas bancárias em nome dos proprietários dos veículos e acionar os seguros para receber as indenizações indevidas.

Participação de servidor do Detran

As investigações revelaram ainda que a organização criminosa adquiria sucatas de carros com perda total ou carbonizados. Um funcionário do Detran que trabalha na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Igarapé-Açu recebia valores indevidos para formalizar criminosamente a transferência dessas sucatas.

“Além disso, a mesma associação criminosa adquiria sucatas de carros com perda total ou carbonizados e transferia para o próprio nome mediante pagamento de valores indevidos a um funcionário do Detran, que tinha o papel de formalizar criminosamente a transferência de sucatas, para que fossem falsamente comunicados como objeto de furto/roubo”, contou o delegado Augusto Potiguar, titular da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

O que foi apreendido

Durante a operação, a polícia apreendeu:

Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 4 milhões em contas bancárias dos suspeitos.

Quem foi preso

Os seis presos são: