Toni Cunha usa Sueli Lara para isolar Fernando Henrique e expõe estratégia de poder em Marabá

1 set

O prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL), vem colocando em prática movimentos políticos que escancaram sua forma de conduzir alianças: com desconfiança, perseguição e interesse próprio acima da estabilidade de seu grupo. A mais recente jogada do gestor envolveu a coordenadora da Mulher, pastora Sueli Lara, e o vereador Fernando Henrique (PL), ambos até então aliados diretos de sua administração.

Durante a eleição de 2024, a relação entre Fernando e Toni já era frágil. O vereador evitava caminhar ao lado do prefeito, deixando claro o distanciamento. Sueli, ao contrário, esteve com Toni até o fim da campanha, chegando a entregar material eleitoral de Fernando Henrique nas ruas. Esse gesto, no entanto, não resistiu ao primeiro ano de mandato.

Sueli pediu ao prefeito uma vaga para a sobrinha, a advogada Larisse Costa. Toni atendeu, mas fez da nomeação um instrumento de divisão: colocou Larisse no Procon Municipal, exonerando justamente uma parente de Fernando Henrique que ocupava o cargo. O recado foi claro — Toni colocou Sueli contra o vereador, desmontando uma aliança que antes parecia sólida.

O movimento é visto como parte de uma estratégia ainda maior. Toni Cunha busca enfraquecer Fernando Henrique para abrir espaço à candidatura de sua esposa, a primeira-dama Lanúzia Lobo, ao cargo de deputada estadual em 2026. Ao mesmo tempo, Sueli Lara surge como nova postulante ao mesmo cargo, dividindo o campo político e fragilizando diretamente o vereador.

A manobra expõe o estilo de Toni Cunha, marcado por embates e rupturas, mesmo dentro de sua própria base. A disputa aberta entre Sueli e Fernando, provocada pelo próprio prefeito, mostra que sua prioridade não é manter aliados unidos, mas desmontar potenciais rivais em nome de um projeto de poder pessoal. O resultado imediato é o racha em seu grupo político, com consequências que podem comprometer toda a base governista nas próximas eleições.h