O prefeito de Eldorado do Carajás, Wagne Machado (MDB), tem sido alvo de críticas pela condução administrativa do município, considerado por setores da sociedade local como um dos períodos mais difíceis da política recente.
A avaliação negativa não se restringe apenas ao atual mandato. Em sua passagem pela Prefeitura de Piçarra, Machado também deixou a cidade com elevado endividamento, cenário que comprometeu a gestão seguinte. Esse histórico tem sido resgatado por lideranças comunitárias e opositores para explicar o atual momento de instabilidade em Eldorado.
No primeiro ano de governo, o prefeito não conseguiu implementar grande parte das promessas apresentadas em campanha. Entre elas, estavam a melhoria de serviços básicos, geração de empregos e investimentos em infraestrutura, pontos ainda não atendidos de forma convicente. A frustração da população é crescente diante da ausência de resultados concretos.
Paralelamente, a gestão tem direcionado recursos para a contratação de mídias pagas, estratégia vista como tentativa de fortalecer a imagem pública do prefeito. No entanto, em Eldorado, a tradição política demonstra resistência a governos de continuidade, já que a população nunca reelegeu prefeitos. O ceticismo histórico do eleitorado reforça a atenção com que acompanha os rumos da atual administração.
Com a percepção de que o município enfrenta dificuldades, Wagne Machado chega ao segundo ano de mandato sob forte pressão social. O descompasso entre as expectativas da população e a execução das políticas públicas pode definir o cenário político do município nos próximos anos.